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			BARATA ELETRICA, numero 2
			Sao Paulo, 23 de marco de 1995 
			
---------------------------------------------------------------------------                        
			
			Conteudo:
			--------

			1- INTRODUCAO
			2- MAIS UM POUCO DE HISTORIA
			3- PIRATA ELETRONICO INVADE ARQUIVOS DA USP
			4- O CRIME POR COMPUTADOR
			5- O CRIME ELETRONICO E A LEGISLACAO ATUAL
			6- O HACKER COMO MAU ELEMENTO
			7- NEWS - CARTAS
			8- PRISAO DE MITNICK 
			10-TERMOS INTERESSANTES DO JARGON
			11-BIBLIOGRAFIA


			Creditos:
			--------

Este jornal foi escrito por Derneval R. R. da Cunha 
Com as devidas excecoes, toda a redacao e' minha. Esta' liberada a copia
(obvio) em formato eletronico, mas se trechos forem usados em outras 
publicacoes, por favor incluam de onde tiraram e quem escreveu. Aqueles
interessados em receber futuras edicoes deste ou de outro jornal (nao sei
se ira' continuar com esse titulo) mandem um mail eletronico para:
wu100@fim.uni-erlangen.de



			INTRODUCAO:
			==========

Devido ao que aconteceu aqui na USP, resolvi mais uma vez
publicar um texto sobre o que eu acho que os hackers sao.

Texto da revista ZAP! 23 de outubro de 1994 - Jornal ESTADO 
DE SAO PAULO

O que e' um hacker? Nao existe traducao. A mais proxima 
seria "fussador" e o verbo to hack, "fucar". Hacker, vulgo 
"rato de laboratorio", era o termo usado pelos estudandes 
do MIT para designar aqueles que"fucavam" nos computadores 
da  Universidade alem dos limites de uso. O Hacker difere 
do Guru, que ja' sabe tudo. Ele quer e' descobrir como mexer 
com tudo (o contrario do usuario comum, que nao tem remorso 
de usar um micro Pentium para escrever cartas durante o 
expediente). Nao teme virus de computador. O interessante 
ate' seria escrever um, mas nao para difundir, so' exibir 
p\ colegas. Infelizmente, o filme "Wargames", estimulou 
muitos adolescentes a tentar seguir o exemplo, chegando no 
chamado vandalismo  eletronico e acabaram sendo presos por 
isso com grandes manchetes nos jornais denegrindo o termo. 
Ao contrario de outros, como Mitch Kapor, que deu aulas de 
meditacao transcendental durante anos, ate desistir e 
comprar um Apple. Tempos depois seria dono da  Lotus(1-2-3).
Houve agora, em Buenos Aires, durante os dias 7,8 e 9, o 
primeiro Congressso Internacional de Hackers e fabricantes 
de Virus da America Latina. O evento foi organizado por 
Fernando Bomsembiante, diretor da revista argentina de 
Hackers "Virus Report". Varias personalidades, como 
Goldstein, editor da  revista 2600, referencia basica para 
este universo, Patrice, editor da revista holandesa 
Hack-Tic, tambem realizador de um congresso de Hackers, 
estiveram presentes e Mark Ludwig, autor  de "Computer 
Viruses, Artificial Life and Evolution" e especialistas 
argentinos. Houve discusses e palestras sobre cultura 
Cyberpunk, Multimidia, Auditoria Bancaria, e varios 
assuntos ligados a Cibernetica. A ESCOLA DO FUTURO, 
Instituto ligado a Pr-Reitoria de Pesquisa da USP 
participou com uma palestra sobre Ensino a Distcncia. O 
pblico era composto em sua maioria de adolescente, com 
varios profissionais liberais da area de educacao e donos 
de BBSes argentinas. Os hackers argentinos nao se deixam 
fotografar, usando ate um jato de extintor de incendio para 
coibir tentativas, apesar da inexistencia de legislacao 
sobre a atividade na Argentina. O encontro foi um grande 
sucesso de pblico, que ja contava com reunioes na primeira 
semana de cada mes. 

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		MAIS UM POUCO DE HISTORIA..
		===========================

Continuando com o saudosismo do numero anterior. Compare a situacao da
sua faculdade com o que eu passei em outra. Ou passe para a outra materia.

Quando eu estava estudando para o vestibular, o quente no cinema era o 
filme "Wargames" e o quente na TV era o MSX-Hot Bit da Sharp. O mais legal 
era poder escrever direto na tela do micro, com uma caneta especial. Isso
era disponivel no TK90, se nao me engano. 
	Na epoca, estava com 19 aninhos e ouvi, enquanto estava peruando
numa loja de informatica num shopping do Rio de Janeiro:
- Pois e', fulano comecou na informatica com um daqueles micros de 2 bits,
um dos primeiros que chegaram aqui no Brasil. Depois passou para um de 8 bits,
os pais resolveram investir e agora com 15 anos, ele tem um escritorio de 
venda de programas.
	Naquele tempo so' existia o Basic e a linguagem de maquina como  
opcoes para desenvolvimento de software comercial. Acho que era possivel 
usar outras linguagens, mas isso consumia mais memoria.                 
	Em 1987, entrei para uma Universidade famosa em Sao Paulo por suas
greves e reacao ao governo militar. Nao por causa disso, era uma das poucas
opcoes para bacharelato em computacao. Tambem era famosa pelo alto indice
de desistencia, o ESTADO DE SAO PAULO soltou uma materia comentando acho que
20000 pessoas desistindo de pagar as altas mensalidades. Ficar na secao de
alunos dela era ouvir historias fantasticas de ma' contabilidade financeira,
perda de dados e esperas fantasticas para ouvir negativas impossiveis e
injustas. Mantenho em segredo o nome. O lema do cara la' dentro era:
"Estude, do contrario voce vai repetir essa mesma m(*) o ano que vem".
A turma de computacao da faculdade de exatas tinha um ano. Cinquenta por
cento do pessoal ia direto para a quadra de basquete durante as aulas de
Calculo I. A materia  "Introducao a Computacao" era dada com micros Apple ][
recem comprados. O pessoal achava uma inovacao, pois no ano anterior, a
materia era dada sem micros de qualquer especie e com linguagem BASIC.
	Tem gente que pode achar, PO, nao to com saco p. ler sobre isso.
Tudo bem, mas um dia voce vai para uma faculdade e ai' podera' reler isso
aqui e saber que apesar da condicoes horripilantes, voce pode acabar chegando
a aprender alguma coisa. Principalmente se mudar para uma faculdade que preste.
	A FATEC de Sao Paulo era pior. As aulas eram feitas  com COBOL. O
computador de la' era uma reliquia dos primeiros tempos da computacao. Ja' 
ouviu falar de cartao perfurado? Isso existia. Algumas escolas tecnicas de
segundo grau ainda usavam dar aula de Pascal com esse tipo de computador.
Ou como diz o ditado: A sua experiencia cresce na razao inversa a qualidade
do equipamento que voce utiliza. O pior e' que naqueles anos, a maioria dos
anuncios pedindo estagiarios tambem pediam como pre-requisito o conhecimento
de COBOL.
	Pelo que eu me lembro havia a famosa reserva de mercado. Isso signi-
ficava basicamente que, havendo similar nacional, o produto externo nao tinha
concorrencia ou mesmo entrada aqui no Brasil. Se a pessoa conseguisse demons-
trar "in paper" a necessidade de um Macintosh, ela poderia comprar um. Com 
sorte, em alguns meses toda a papelada estaria terminada e a alfandega libera-
ria o micro. Todo mundo era obrigado a comprar somente o que era produzido
no Brasil. Que, como nao tinha lei de protecao ao consumidor, ficava obrigado
a engolir umas porcarias, tipo o famoso  Solution 16.
	Esse dai foi um micro, XT, que entrou no mercado como o mais barato 
de todos. Era barato porque os primeiros nao funcionavam. Uma jornalista
comprou, e teve que gastar um dinheiro enorme em cursos de informatica para
descobrir que, independente de usar software legitimo, independente de conhe-
cimentos de informatica, o micro nao funcionava. Teve certeza disso quando
ao fazer uma materia com um alto funcionario da empresa. Este confirmou que
o micro que ela comprou, para funcionar, teria que ser reconstruido, e que
a empresa sabia disso, mas nao avisou ninguem por medo das consequencias 
negativas do fato. Ela contou sua odisseia numa materia que escreveu para
uma revista dessas de jornal de domingo.
	Durante o ano e meio que fiquei naquela porcaria de Universidade,
entrei em contato com varios tipos de software pirateado. Havia um culto
a pirataria, naqueles tempos, com um programa chamado Locksmith, sendo 
muito procurado para copiar software em Apple. Me lembro de ter comprado
ate' um livro, publicado por um brasileiro (na veradade escrito por ele)
chamado "Dicas e Truques do Locksmith". Explicava todos os truques para
se proteger e desproteger disquetes. Outro software muito usado, em PC,
eram o Copy II - PC e o Copywrite, da Central Point. Nao, eu mesmo nunca
travei contato com esses softwares, mas sei de muita gente que nao teria
aprendido a usar Lotus 1-2-3, DBASE III + ou Word sem eles.(Tudo bem,
admito algo mais do que um contato).     
	Ha' pouco tempo encontrei um ex-conterraneo. Tinha se formado, e
estava de saco cheio de informatica. Resolveu fazer Letras-Alemao para 
desanuviar a cabeca e parar de mexer com algoritimos. Depois que a pessoa
se forma, ela passa a falar bem da Instituicao que lhe deu o diploma.
Quando sai daquela, havia um aumento de 1400 % sobre o preco para se fazer
a matricula. Durante o tempo em que fiquei la' poderia dizer que houve um
aumento de 100 % ao mes, e haviam 8 ou 10 XTs e 3 ou 4 apples funcionando
para toda a faculdade de Matematica, Computacao e Estatistica praticarem.
Mais de 300 pessoas. Estremeco, so' de pensar o quanto se paga hoje em dia, 
para se graduar em informatica.
 
		PIRATA ELETRONICO INVADE ARQUIVOS DA USP
		========================================

Condensado da materia do 
Estado de Sao Paulo - 23-2-95 - Neide Maria Silva

Sao Carlos - A onda dos hackers, os piratas eletronicos que se divertem 
descobrindo senhas que dao acesso a arquivos de computacao, chegou semana
passada a Universidade de Sao Paulo. O primeiro departamente a ter parte
de seus arquivos apagadosfoi a Engenharia Eletrica, na terca-feira. No dia
seguinte, o ataque foi na Fisica, que perdeu informacoes armazenadas em 
tres discos e ficou com uma importante estacao de trabalho parada seis
horas. Audacioso, o hacker entrou tambem com sucesso nos sistemas do
Departamento de Matematica, na quinta-feira.
	A acao foi considerada como "uma brincadeira maldosa", ja' que
o hacker nao teve nenhum proveito pratico com o ataque. O assunto foi
mantido em sigilo para evitar atrair a atencao de outros genios ciberne-
ticos. Segundo o professor Jan Slacts, responsavel pelo servico de infor-
matica do Departamento de Fisica, a invasao comecou por volta das tres
horas da madrugada e o hacker chegou a pedir aos usuarios  que estavam
no sistema para que avisassem o  FANTASTICO sobre o que ele estava fazendo.
 
	   [ Parte editada - sem saco para digitar]

Precaucao - Esta nao e' a primeira vez que um pirata eletronico invade os
computadores da USP de Sao Carlos. No ano passado, um estudante da fisica
se divertiu durante varios dias quebrando as senhas dos usuarios a partir
de um terminal da sala de alunos. O pirata foi apanhado e agora enfrenta
um inquerito na escola. "No caso desse aluno, foi uma brincadeira de adoles
cente que nao causou nenhum prejuizo; e' diferente do que houve agora,
porque esta foi uma acao muito bem informada", comentou Slacts.
	Para tentar evitar novas invasoes, a USP de Sao Carlos esta' colo-
cando barreiras para impedir o acesso externo a rede e melhorando o sistema
para que o material apagado possa ser recurperado em menos de 15 minutos.

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		EFEITOS COLATERAIS NO BARATA ELETRICA

Na terca-feira, a coluna Netvox, do Jornal FOLHA DE SAO PAULO, comentou a
existencia do Barata Eletrica, como o primeiro Hacker E-Zine Brasileiro.
Isso, logo apos o "break-in" no computador da USP em Sao Carlos. 
	Todo computador ligado a Internet tem a sua equipe de Sysops ou 
"Super-Users", encarregados de fazer a manutencao e controlar o acesso a
maquina. O encarregado da maquina onde eu tinha a conta que foi anunciada
no jornal congelou o acesso  a minha conta, ate' que eu aparecesse para 
explicar o quais eram  minhas intencoes. Tive que explicar que minha 
preocupacao era sobre hacking e nao cracking (ver texto abaixo).

"A Internet esta' comecando a explodir no Brasil. As pessoas terao que
discutir isso em Rede, um dia. Eu nao estou ensinando o mal caminho".

Mesmo assim, como havia uma especie de caca as bruxas, ele me pediu para
arrumar outra forma de manter minha lista eletronica. No meu local de 
trabalho, tambem me falaram quase a mesma coisa. "O problema sao as macas
podres", Derneval.
	Mais interessante foi quando enviei para rede uma mensagem comuni-
cando que aquela poderia ser a ultima (exagerei). Recebi duas cartas, uma
me chamando nao de "Bode expiatorio", mas de "Burro expiatorio", ja' que
deveria esperar retaliacao por tal atitude "rebelde" e uma outra, mais
simpatica, concordando que eu era ingenuo em "chorar" esse tipo de atitude.
	Isso e' o que se chama de "flame". Alguem solta uma coisa extrema-
mente ofensiva para gerar discussao. Gerou. Doeu, foi chato (nao esperava).
Algumas pessoas, a par do problema deram o maior apoio moral e uma ofereceu 
ajuda. Apesar de coisas estranhas, (tipo cair a sessao umas duas ou tres
vezes quando eu editava o dito), a gente vai levando.
	Todo esse trabalho  ainda vai valer a pena, se essa ideia vingar:
	Colocar um monte de caras viciados em micro, mais ou menos com 
experiencias e problemas semelhantes aos que ja' passei, numa sala, trocan-
do historias, dicas e quem sabe progredindo em conjunto, passando adiante
experiencias. E se a conversa  esbarrar em "Computer Underground", tudo bem.
Tem muita gente que conversa sobre guerras, matar gente, roubo de bancos.
Nem por isso saem por ai' cometendo crimes. As pessoas que tiverem esse tipo 
de motivacao para o mal, irao descobrir que o esforco nao compensa.
		 
      

			CRIME POR COMPUTADOR    
			====================

Em virtude dos ataques  ocorridos na USP, resolvi trazer esses arquivos,
tirados da revista NIA, como mostra abaixo. Ia traduzir, adaptar, mas..
achei melhor deixar estas partes selecionadas do original para ajudar                
a mocada a treinar seu ingles. 
:_Computer Crimes/Fraud/Waste part 1   -  N.I.A.
:_Written/Typed/Edited By: Lord Kalkin

	When Computers were first introduced, few were available
and only a small number of persons were trained to use them.
Computers were usually housed in seperate, large areas far removed
from programm managers, analysts, economists, and statisticians.
Today that is changed.  Word processors, computer terminals, and
desktop computers are as common equipment.  This electronic
equipment is rapidly becoming increasingly user-friendly so that
many people can quickly and easily learn how-to use it.

	Employees with access to computer equipment and automated
information are greatly increasing throughput the organizational
hierachy.  The GS-4 secretary, the GS-9 budget analyst, the GS-12
program analyst, the GS-13 statician, the GM-14 economist, and the
Senior Executive Service Manager may have all the access to a
computer terminal or word processor and the information it contains.

	No longer is information restricted to select few at the
highest levels of an organization.  This phenomenon has led
computer crime to be called the "democratization of crime."  As
more people gain access to automated information and equipment, the
opportunities for crime, waste, and abuse likewise increase.

	It's Difficult to Generalize, But...
		- Functional end user, not the tecnical type and
		  not a hacker
		- holds a non-supervisory position
		- no prevoius criminal record.
		- bright, motivated, desirable employee
		- works long hours; may take few vacations
		- Not sophisticated in computer use
		- The last person YOU would suspect
		- Just the person YOU would want to hire

		  THE COMPUTER CROOK CAN BE ANYONE

	The typical computer crook is not the precocious hacker who
uses a telephone and home computer to gain access to major computer
systems.  The typical computer crook is an employee who is a
legitimate and nontechnical end user of the system.  Nationally,
employee-committed crime, waste, and abuse account for an estimated
70 to 80 percent of the annual loss related to computers.
Dishonest and disgruntled employees cause an estimated 20 percent
of the total computer system related loss.  And they do so for a
variety of reasons.

		 WHY PEOPLE COMMIT COMPUTER CRIME

			- Personal or Financial gain
			- Entertainment
			- Revenge
			- Personal Favor
			- Beat the system, Challenge
			- Accident
			- Vandalism

	But a significantly lager dollar amount, about 60 percent
of the total computer-related loss, is caused by employees through
human errors and accidents.  Preventing computer losses, whether
the result of debliberately committed crimes or unknowingly caused
waste, requires security knowledge and security awareness.  A
recent survey reported that observant employees were the primary
means of detecting computer crime.

		   CLUES TO COMPUTER CRIME ABUSE

	Be on the look out for...
		- Unauthorized use of computer time
		- Unauthorized use of or attempts to access data files
		- Theft of computer supplies
		- Theft of computer software
		- Theft of computer hardware
		- Physical damage to hardware
		- Data or software destruction
		- Unauthorized possession of computer disks, tapes
		  or printouts.

	This is a beginning list of the kinds of clues to look for
in detecting computer crime, waste, and abuse.  Sometimes clues
suggest that a crime has been committed or an abusive practice has
occured.  Clues can also highlight systemn vunerabilities --
identify where loopholes exist -- and help identify changes that
should be made.  Whereas clues can help detect crime and abuse,
conrols can help prevent them.

	Controls are management-initiated safeguards -- policies or
administrative procedures, hardware devices or software additions
-- the primary mission of which is to prevent crime and abuse by
not allowing them to occur.  Controls can also serve a limitation
function by restricting the losses should a crime or abuse occur.

	This document addresses information security into three
areas: Information Secrurity, Physical Security, and personnel
security.  In each area, crimes, clues, and controls are
discussed.  In these areas not only frauds, but abuses and waste
are addressed.  The final chapters provide a plan of action and
cite availably security resources.

		   N.I.A. - Ignorance, There's No Excuse.
		  Founded By: Guardian Of Time/Judge Dredd.
[Observacao: alguns paragrafos do texto foram retirados para maior clareza]
[OTHER WORLD BBS]
/
			O CRIME DE COMPUTADOR E A
			LEGISLACAO BRASILEIRA ATUAL
			===========================     
 
	     Coletanea  de  artigos  de  Direito  e Informatica publicados em
 Jornais e Revistas, abordando os mais variados temas sobre informatica e sua
 legislacao especifica, aspectos tributarios, trabalhistas, bem como protecao
 de direitos autorais.
	     Os  artigos  sao  assinados  por MARCOS WACHOWICZ, Professor das
 Faculdades  Positivo, Mestre em Direito pela Universidade Classica de Lisboa
 -  Portugal,  Pos-Graduacao  em  Filosofia  do  Direito e Didadica PUC - PR,
 especializado na area de direito e informatica.
	     E'  permita  a reproducao total ou parcial desde que mencionada a
 fonte, autoria e sinopse do autor.


 ###########################################################################
 #     As acoes civeis e penais contra a pirataria.                        #
 ###########################################################################


			       O titular dos direitos autorais do programa de
 computador,  seja  pessoa  fisica  ou  juridica,  podera  recorrer a medidas
 judiciais   contra  terceiros  que  utilizem  ou  reproduzam  ilegalmente  o
 programa,  isto  independentemente da finalidade da reproducao ilegal (copia
 pirata) ser ou nao comercial.

			       O  desconhecimento  dos  procedimentos  legais
 aliada  #  id#ia gen#rica de que o processo judicial sempre sera moroso, faz
 com  que  muitas  vezes  nao  se  recorra  ao Poder Judiciario na defesa dos
 direitos autorais violados pela pirataria.

			       Por#m,    ao   contrario   a   legislacao   de
 informatica,  instrumentalizou  o  tramite  processual  das  acoes  contra a
 pirataria  e  com#rcio  ilegal  de software, com medidas liminares, ou seja,
 antes  do julgamento da acao, podera o titular dos direitos autorais lezados
 coibir  a  pratica  da  pirataria,  bem  como o infrator se sujeitar a multa
 pecuniaria diaria.

			       Para   que   seja   acionado  o  Judiciario  #
 imprescindivel  que  o  titular  dos direitos autorais possua prova cabal da
 titularidade  do  software.  Isto  atrav#s  de  registro  no INPI.-Instituto
 Nacional de Marcas de Patentes, ou compravada comercializacao do produto com
 o registro no SEI. - Secretaria Especial de Informatica.

			       O  primeiro  passo  a  ser  dado  ent#o sera a
 notificacao  judicial  da  pessoa fisica ou juridica que estiver de posse do
 software  pirata,  para  que  se abstenha da pratica de reproducao, e ainda,
 destrua a copia ilegal.

			       Na pratica verifica-se que uma vez realizada a
 notificacao  muitas empresas deixam de utilizar a copia pirata, procurando a
 empresa   produtora   para   aquisicao  do  programa  que  antes  utilizavam
 ilegalmente.

			       Caso  a  notificacao  nao  surta  esse  efeito
 regularizador  -  que  #  o  ideal  -,  posto que nao implica de imediato na
 abertura  de  inqu#rito  policial,  nem de acao civel indenizatoria , havera
 ent#o,  o segundo passo ha ser dado, que seria o ingresso de acoes penais ou
 civeis a crit#rio da parte lezada.

			       A   instauracao  de  inqu#rito  policial  para
 apurar o crime deve ser solicitada pela parte detentora dos direito autorais
 dos  programas.  O  inqu#rito pode ser tanto contra o usuario de um software
 pirata,  como  tamb#m  contra  as  empresas  de  revenda  que  comercializem
 ilegalmente.


			       No mes de marco/93, as Empresas Audesk, Lotus,
 Microsoft,  Novell  e  Wordperfec,  receberam denuncia de irregularidade nos
 produtos  comercializados  pela  empresa  paulista  All  Soft. Em diligencia
 preliminares  foi  verificada  a  inexistencia  de registro desta empresa na
 Junta Comercial.

			       Em  seguida,  mediante acao penal propria, foi
 autorizado judicialmente que policiais e t#cnicos da 4a. Delegacia do DEIC.,
 realizassem o flagrante e procedessem a apreensao dos programas piratas, que
 ser#o  objeto  de  analise  dos  peritos da Criminalistica da Policia Civil.
 Caracterizou-se,  mais  ainda  a  revenda ilegal pelo fato foram apreendidos
 centenas  disquetes  e  cerca  de  1.000 folhetos de propaganda. Al#m disso,
 foram  recolhidos 3 computadores e 1 impressora que nao possuiam nota fiscal
 de compra.

			       Um  paralelo  com  a  Legislacao  Argentina  #
 oportuno,  pois,  em  casos  analogos,  a  Justica  apreende  todo  material
 encontrado,  a  propaganda,  os  disquetes,  e os computadores. No Brasil, a
 legislacao  # mais branda, o perito recolhe as evidencias de que havia copia
 pirata nos micros, confiscando apenas os disquetes.

			       Assim,   no   caso   supra   mencionado  os  3
 computadores  e  a  impressora  somente  foram  apreendidos  por suspeita de
 contrabando  de  hardware,  e  nao  por  forca da medida judicial que visava
 proteger os direitos autorais de software.

			       Independentemente  da instauracao do inqu#rito
 podera  o  titular  dos  direitos  autorais interp#r na esfera civel medidas
 cautelares e indenizatorias.

			       A  Lei  de Informatica preve a medida cautelar
 civel  de  busca  e apreensao cominada com pena pecuniaria diaria no caso de
 pirataria ou no descumprimento da ordem judicial.

			       Vale dizer: o juiz no primeiro despacho podera
 conceder  liminarmente  a  busca  e apreensao das copias piratas, ato que se
 realizara  atraves  de  diligencias  do  Oficial de Justica, peritos e forca
 policial se necessario. Isto sem que se analise o m#rito da acao.

			       A  multa  diaria  # estipulada livremente pela
 parte   titular   dos  direitos  autorais,  em  face  dos  prejuizos  que  o
 transgressor  lhe  causar,  podendo  pois,  o  Juiz  ao seu livre arbitrio e
 conviccao majora-la ou reduzi-la conforme sua analise sobre o caso.

			       A  fixacao  da  multa  sera concomitante com o
 despacho  inicial  concessivo  da  liminar,  que  #  o  despacho  inicial do
 processo.

			       O infrator mesmo que se abstenha da pratica do
 ato lesivo, com o intuito de nao lhe ser imputada multa diaria, mesmo assim,
 ao  final  do  processo  com  a  prolacao  da  sentenca, o juiz podera fixar
 indenizacao  por  perdas  e  danos  desde  que  seja  tal pedido cumulado na
 inicial.


			       Inobstantemente  #s  perdas e danos, o titular
 do direito autoral lesado, podera at# promover acao ordinaria de indenizacao
 por  danos  morais,  caso  se  verifique os prejuizos de ordem imaterial que
 est#o ligados ao bem juridico tutelado.

			       O  prazo  prescricional  das  acoes  civeis  e
 penais  por ofensa a direitos patrimoniais do autor foi fixada em 05 (cinco)
 anos   (Lei  7.646/87).  Contudo,  entendemos,  que  tal  prazo,  #  dispare
 considerando que, a mesma Lei, fixa a protecao dos direitos autorais sobre o
 software  em 25 anos. E, ainda, no direito civil tem como base prescricional
 das acoes ordinaria o prazo de 20 anos.

 MARCOS WACHOWICZ, # advogado especializado na area de direito e informatica.




 ############################################################################
 #         Crimes cometidos atrav#s do computador                           #
 ############################################################################

			       Os computadores entraram na vida cotidiana das
 pessoas  e  se instalaram na vida moderna nos negocios, nas escolas e tamb#m
 nos  lares  numa  velocidade  de  avanco  tecnologico  e  de dissiminacao de
 produtos impares em toda a historia da civilizacao.

			       Basta  comparar que na ciencia m#dica qualquer
 elaboracao  de vacina e seu efetivo uso pela populacao, transcorrem 10 ou 15
 anos, enquanto na area da informatica, seja hardware ou software este tempo
 entre  o desenvolvimento e a comercializacao se reduz nao raras vezes a 1 ou
 2 anos.

			       As  relacoes  sociais,  como  tudo  o  que diz
 respeito # vida dos homens interessa e # objeto de analise pelo direito, nao
 podendo este ficar alheio especialmente ao que afeta ao direito comercial e
 penal.

			       A  utilizacao  indevida  do computador com fim
 delituoso  (computer  by  crime),  vem  crescendo  assustadoramente  # nivel
 mundial.

			       Nos  Estados  Unidos  onde este assunto ja vem
 analisado  com  maior  rigor,  estimou-se  que  na d#cada de 80, somente 20%
 (vinte  por  cento) dos crimes de computador foram efetivamente apreciadados
 pelos Tribunais, e destes apenas 3% (tres por cento) acabaram condenados.

			       A  raz#o  da pouca procura do Poder Judiciario
 pelas  partes  lezadas  e  do  infimo  indice de condenacao se deve a alguns
 fatores.  Primeiro  porque  o  perfil dos criminosos do chamado "computer by
 crime"  sao  de  maneira  geral  jovens  cuja idade varia de 17 # 21 anos na
 Europa,  e  nos  EUA.,  essa  faixa etaria baixa para 12 # 16 anos, o que os
 torna inimputaveis perante a lei.

			       Em segundo, porque alguns "computer-crime" nao
 objetivam vantagens econ#micas ou ganhos financeiros, isto porque, devido ao
 alto  nivel intelectual do criminoso, que apos um certo tempo de contato, de
 trabalho  com  o  software  ou via moldem com outros sistemas de computador,
 passa a querer desafia-los, surgindo uma esp#cie de "competicao tecnologica"
 entre  a  maquina (computador) e o homem (desafiante), numa "disputa ludica"
 ou  "jogo".  Dai  o  porque,  de  muitos  criminosos  acharem  que nao est#o
 cometendo ilicito algum, muito menos na ordem criminal.

			       Disto  decorrem uma s#rie de crimes cometidos,
 como abusos de utilizacao de computador, entradas indevidas em sistemas, que
 nao  raras  vezes  danificam  e tornam inoperantes os programas, acarretando
 prejuizos elevadissimos #s empresas ou instituicoes . Vitimas que por vezes,
 preferem  nao  divulgar suas falhas ou facilidades de acesso, preferindo uma
 definicao a nivel de administracao interna.

			       O  terceiro tipo poderia ser classificado como
 "criminoso de colarinho branco", cuja inteligencia e educacao est#o acima da
 m#dia,  gozam  de  bom  conceito  entre os demais, trabalham al#m da jornada
 diaria de trabalho, normalmente sem supervisao, partem para o cometimento de
 infracoes   como   copias   de  programas,  vendas  a  terceiros  (inclusive
 competidores  da  empresa), emitem ordens de pagamentos, cheques, dividendos
 de acionistas, lancamentos indevidos. Ressalte-se nessas operacoes nao ficam
 provas  materiais,  vestigios que permitam chegar aos criminosos, ja que nao
 ha  interferencia  do  ser  humano,  maquina  para  maquina  e a operacao se
 concretiza.

			       Esta  modalidade # bastante comum nos casos de
 estelionato e fraudes bancarias ou cartoes de cr#dito com terminais em lojas
 e  comercio  (supermercados,  restaurantes,  etc.), tamb#m nao raras vezes a
 empresa  vitima  procura  uma  solucao  interna,  sem recorrer ao judiciario
 temendo  pela  repercussao  negativa do crime do qual foi vitima junto a sua
 clientela.

			       Por  outro  lado,  quanto  o  infimo indice de
 condenacao pelo Poder Judiciario com relacao aos crimes cometidos atrav#s de
 computador se deve a outros fatores.

			       Em  tese  dentre  o elenco de crimes que podem
 ser  cometidos  diante  da  sistematica  do  nosso  Codigo Penal tipificados
 encontram-se   ,   a  violacao  de  segredo  comercial  ou  profissional,  a
 falsificacao  de  documentos  publicos  ou  particulares, os crimes contra a
 inviolabilidades   de   correspondencia,   a   sabotagem,  o  vandalismo,  a
 apropriacao de dados, sendo o estelionato o mais comum.

			       Contudo,  a  utilizacao indevida do computador
 em  todas  as  suas  condutas  delituosas  extrapola  em  muito  os  limites
 atualmente existentes que permitem o enquadramento penal.

			       A fase de investigacao, descoberta, apurac#o e
 a  fase  probatoria  do  processo  judicial  #  lenta se comparada a "trama"
 utilizada  pelo  agente  criminoso.  Na medida em que, se o agente criminoso
 suspeitar   ou  saber  de  esta  sendo  realizada  uma  sindicancia,  podera
 imediatamente  tendo  acesso  ao  computador dar uma ordem a este, dentro da
 programacao, deletando provas que poderiam lhe ser incriminadoras.

			       A  complexidade de sistemas de coputadorizacao
 nao  so  dificultam  que as proprias vitimas descubram o golpe, como impedem
 mais  ainda a obtencao de provas para a Justica. Os funcionarios da Policia,
 os   judiciais,   membros  do  Minist#rio  Publico  e  da  Magistratura  tem
 dificuldades  em  deslindar  a  "trama"  utilizada  pelo  agente,  se a fase
 probatoria se encontrar cercadas de duvidas e incertezas.

			       A  falta de legislacao especifica # um entrave
 nao so no Brasil, posto que se depara com uma criminalidade do futuro.


			       Em  varios  paises  Europeus  a  Scotland Yard
 investiga uma quadrilha que esta vendo nos patios de escolas, discos opticos
 do  tipo  CD-ROM  para  armazenar  e  difundir  imagens  pornograficas entre
 menores,  a  precos  equivalentes  a menos de US$ 1,00. Al#m disso, qualquer
 menor  que  tenha  em  casa  um  computador com modem, pode acessar a muitos
 bancos  de dados que oferecem imagens pornograficas, #s vezes animadas. Esta
 #  a  modalidade de delito # dist#ncia, na qual o agente realiza uma conduta
 delituosa e, dada a programacao a propria maquina de tempos em tempos repete
 essa  mesma conduta automaticamente. A legislacao Inglesa datada de 1959 nao
 previa  o  surgimento  da  "pornomatica".  Os entraves juridicos se acentuam
 quando  se  indaga  se  a  competencia  de  qual Estado para julgar os crime
 cometidos  #  dist#ncia, o agente esta em um pais, o sistema de computadores
 em  outro.  At# o primeiro- ministro Brit#nico chegou a assumir no inicio do
 mes  de  maio,  o  compromisso  de  tomar  medidas  urgentes para reforcar a
 legislacao contra o "computer by crime".

 MARCOS WACHOWICZ, # advogado especializado na area de direito e informatica.



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 #   O Direito a privacidade e a informacao de dados                        #
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			       A   Constituicao   Brasileira   reconhece  aos
 cidad#os  direitos  fundamentais  como  de  tomarem  conhecimento  dos dados
 pessoais  introduzidos  em  computador,  de exigirem que sejam retificados e
 atualizados  (se  for  caso  disso),  e  de  saberem o fim a que os dados se
 destinam.

			       Os  direitos constitucionais objetivam impedir
 que o cidad#o tenha a sua vida particular totalmente devassada.

			       Por#m,  #  certo,  que  a  computadorizacao de
 servicos em varias esferas de atividade, podem, nao raras vezes possibilitar
 a  invasao  da  privacidade.  Isto  atrav#s  do  cadastro  do  documento  de
 identitade  (  Registro  Geral,  Passaporte),  controle  fiscal  (atrav#s do
 Imposto  de  Renda),  dados cadastrais (bancarios,cartoes de cr#dito), todos
 dados armazendos em computadores, que podem ser a qualquer momento, mediante
 um codigo, serem acionados e totalmente devassados.

			       Na  Espanha  ocorreu o esc#ndalo da empresa de
 publicidade   "Publigest",   a   qual   possuia  informacoes  detalhadas  em
 computador,  sobre  21  milhoes  de  espanhois.  Lembre-se  que  a populacao
 espanhola  #  de  aproximadamente  45  milhoes de habitantes. Segundo fontes
 policiais,  era  a  maior base de dados e a melhor documentacao existente. A
 empresa  obtinha dados por meio de uma operacao elementar: cruzava-os. Com o
 resultado  dessa  aplicacao obtinha perfis individuais incluindo informacoes
 sobre   rendimentos,   nivel  cultural,  padr#o  de  consumo,  matricula  de
 automovel, e, at#, dados referidos "se#oras con amantes".

			       Como  agia  a empresa "Pulbigest" para possuir
 esta  incrivel  base  de  dados? E com que finalidade? Primeiro, contava com
 cumplicidades nas Administracoes Publicas e Privada. Em segundo, oferecia os
 seus registros para clientes muito interessados na expansao de seus negocios
 via publicidade dirigida.

			       O caso "Publigest" foi levado aos Tribunais. A
 principio  foi  determinada a prisao dos diretores da empresa. Contudo, logo
 em  seguida,  foi  determinada  a  libertacao.  Isto porque, ficou patente a
 lacuna  legal dos delitos imputados aos detidos. Ou seja, acumular uma s#rie
 de  dados  privados  sobre  cidad#o nao estava tipificado como um ilicito na
 Legislacao Espanhola.

			       O  que  # relevante, e este caso demonstrou, #
 que  a  informatica  descentralizou,  se  miniaturizou,  permitindo que seus
 suportes   sejam   verdadeiros   "objetos   nomades",   capazes  de  grandes
 performaces,  permitindo  a  disseminacao  de  bases  de  dados (gen#ricos e
 especificos) de forma incontrolavel pela legislacao em vigor.


			       O  Governo  espanhol se apressou em enviar uma
 proposta legislativa ao Parlamento para regulamentar estas questoes.

			       O  mesmo  ocorreu com Portugal, que atrav#s de
 Resolucao  do  Conselho  de  ministros,  n.  48/92,  tratou de forma firme a
 quest#o do prolema da seguranca juridica dos dados da administracao publica,
 visando uma garantia efetiva dos direitos do cidad#o.


			       Alguns  principios  da  Legislacao  Portuguesa
 merecem destaque:

 -  Principio  relativo ao recolhimento, qualidade e tempo de conservacao dos
    dados:  os  dados  devem  ser  recolhidos de forma licita e nao enganosa.
    Devem  ser exatos, atuais e suficientes e nao excessivos. E nao devem ser
    conservados  al#m  do  que seja necessario tendo em conta a finalidade do
    ficheiro.

 -  Principio relativo a criacao dos ficheiros: a Lei reafirma a proibicao de
    tratar  em  computador  os  dados  relativos  a  vida privada (art. 35 da
    Constituicao  Lusitana), dispondo a necessidade de lei, para a criacao de
    banco   de   dados   ligados  ao  servico  publico,  bem  como,  para  os
    eventualmente   criados   pelo   setor   privado,  a  obrigatoriedade  de
    comunicacao # autoridade competente.

 -  Principio  relativo  ao  processamento  de  dados:  os  dados  devem  ser
    utilizados  apenas  para  o  fim  que motivou a sua criacao. Os perfis de
    personalidade construidos no computador nao podem ser cruzados.

 -  Direitos  da  pessoa  titular  dos  dados:  a pessoa tem o direito de ser
    informada  sobre  os  bancos  de  dados  onde existem informacoes que lhe
    respeitem.  Tem  direito  de  acesso,  de  retificacao,  de completar, de
    suprimir, de queixa, de reclamacao e de recurso. Pode, com vista # defesa
    desses  direitos  utilizar  a  acao  civel,  medidas cautelares ou a acao
    penal.

			       No    Brasil,    embora    exitam    preceitos
 constitucionais  que  garantam  a  privacidade e o direito de informacao dos
 dados  armazenados,  falta  a  necessaria  mediacao  legislativa para tornar
 operativos esses direitos.

			       A  invasao  da privacidade do individuo, a sua
 intimidade  e,  at#,  no  seu  direito  de  estar  so,  direito do silencio.
 Necessita,  de um aperfeicoamento do ordenamento juridico existente no pais,
 a  exemplo  da  evolucao  havida,  especialemente  no  ambito  dos paises da
 Comunidade Econ#mica Europ#ia (CEE.), com estudos e legislacoes recentes.

 MARCOS WACHOWICZ, # advogado especializado na area de direito e informatica.


		       O HACKER COMO MAU ELEMENTO
		       ==========================


Muita gente nao entendeu direito como eu me envolvi nesta historia. Que que
eu tenho a ver com a invasao de um computador em Sao Carlos para ter minha
conta bloqueada ate' explicar tudo? Resposta: eu criei uma listserv informal
me referindo a hackers e material do Computer Underground.
	Mas so' isso? E' preciso enxergar isso desde o principio. Apos o
filme "Wargames", que mostra um jovem acessando computadores do sistema
americano de defesa e quase detonando a terceira guerra mundial (naquele
tempo essa possibilidade ainda existia), muita gente quis sentir na boca
esse gosto de poder. 
	Na epoca, os CDFs de computacao eram chamados de "hackers". Aqueles
que realmente entendiam do riscado. Vale lembrar que o computador do filme,
para quem assistiu, era um Sinclair ZX-80, os disk-drives eram de 8
polegadas e o modem, provavelmente 1.200 bps. Para ilustrar melhor a
historia, nos EUA pode-se conseguir um telefone pagando uma taxa de
instalacao que nao chega a 100 dolares. No dia seguinte os caras vem na sua
casa e voce ja' pode fazer o que quiser com ele. Pode-se inclusive
especificar que o seu numero nao conste na linha telefonica (o que muita
gente faz, para evitar Tele-marketing). Adicione a isso, o fato de que com
as novas versoes de computador, muita gente vendia o seu micro a preco de
banana (mais ou menos como as pessoas estao vendendo hoje os seus XTs).
	Muita gente comecou a comprar seus modems e tentar fazer acessos
indevidos, sozinhos ou em turmas. Acessar BBSes virou mania, assim como
criar BBSes, tanto por farra como para ganhar dinheiro. A pirataria de
software, como games e utilitarios era uma forma pratica de economizar.
Descobrir como remover a protecao daquele jogo "quentisssimo" era o maximo
em desafio. 
	As pessoas usavam truques para nao pagar altas contas telefonicas,
se comunicavam atraves de BBSes e trocavam arquivos de computador com coisas
interessantes, por exemplo: como fazer explosivos, como entrar no computador
da companhia aerea PAN-AM, como falsificar a carteira de motorista (para
poder comprar ou beber cerveja), trocar numeros de cartoes de credito, etc.
Pro brasileiro, isso pode parecer incrivel, ja' que vivemos uma ditadura,
mas nos EUA, so' cometer um assassinato e' que e' crime: descrever um
assassinato nao e'. Duvido muito que a maioria das pessoas que fizessem o
download de um arquivo explicando a fabricacao de Napalm realmente fizessem
o dito cujo em casa. Mas a possibilidade de bancar o espiao e mexer com
coisas proibidas mexe com a cabeca das pessoas. Livros de James Bond sempre
tiveram alguma saida, e o fato de eles descreverem fabricacao de bombas ou
como matar alguem com um golpe de mao nunca foi motivo serio para a censura.
Para quem acha que nao, existe uma referencia no "Hacker Crackdown" sobre o
interesse de Steven Jobs e seu colega de criacao da Apple Inc, com relacao a
fabricacao de "Blue Boxes".
	Voltando aos acessos ilegais, haviam os que se dedicavam a isso como
forma de testar seus conhecimentos de informatica. Conhecia-se muito pouco
sobre seguranca de informatica, a informacao a esse respeito era guardada a
sete chaves e compartilhada aos 4 ventos,( no "Computer Underground"),ja' que
a pessoa que conseguia entrar num sistema grande muitas vezes fazia questao
de comentar como havia feito isso:

:back door: (porta dos fundos) n. um buraco na seguranca do sistema 
   deixado deliberadamente por projetistas ou controladores. A motivacao 
   de tais buracos nao e' necessariamente sinistra; alguns sistemas
   operacionais, por exemplo, sao lancados com contas de acesso privi-
   -legiado intencionados para tecnicos de manutencao ou programadores
   da equipe de suporte tecnico da empresa.
   Syn. {trap door}; pode ser chamado tambem de`wormhole'.  Veja tambem
   {iron box}, {cracker}, {worm}, {logic bomb}.

   Historicamente, as"portas de servico"ou "dos fundos" sempre pintaram
   em sistemas (operacionais) por mais tempo do que alguem esperava ou
   planejava te-las, e umas poucas ficaram bastante conhecidas.
   A infame {RTM} "worm" de 1988, por exemplo, usava uma porta de 
   servico na ferramenta de "sendmail" do UNIX {BSD}.

   A palestra ganhadora do premio Turing de 1983, feita por Ken Thompson
   (nota: desenvolvedor do Unix) revelou a existencia de uma porta de
   servico nas primeiras versoes do UNIX que talvez possam ter qualifi-
   cado  como a "haqueada" de seguranca mais traicoera e inteligente
   -mente feita de todos os tempos. O compilador C continha codigo que
   reconhecia a senha escolhida por Thompson, dando a ele entrada para 
   o sistema independente do fato de existir ou nao uma conta criada
   para ele.

   Normalmente, tal "porta dos fundos" poderia ser removida atraves da
   edicao do codigo fonte para o compilador e a posterior recompilacao
   do compilador. Mas para recompilar o compilador, voce *precisa* usar
   o compilador --- de forma que Thompson tambem arrumou para o compila-
   dor reconhecer quando estava compilando uma versao de si proprio*, e
   inseria no compilador recompilado o codigo para inserir no "login"
   recompilado para permitir a entrada de Thompson --- e, claro, o codi-
   go  para reconhecer a si mesmo e fazer a coisa toda novamente a 
   proxima vez que isso acontecesse! E tendo feito isso antes, ele era
   capaz de recompilar o compilador atraves das fontes originais; essa
   "haqueada" se perpetuava invisivelmente, deixando a porta dos fundos
   ativa e no lugar, mas com nenhum traco nas fontes.
   
   Esta conversa que revelou o esquema foi publicada como 
   "Reflections on Trusting Trust", "Communications of the
   ACM 27", 8 (August 1984), pp. 761--763.

Nao e' incomum o proprio autor revelar como fez esse tipo de esquema.
A motivacao por tras disso era a de que nao se intenciona mal algum com
tais acessos ilegais. Se um sistema e' invadido, mas nenhum arquivo foi
apagado, nada foi alterado, nem ninguem ficou sabendo, qual seria o crime?
Definiu-se nessa epoca a:

:hacker ethic, the: n. 1. A crenca em que a partilha de informacoes e'
   uma ferramenta poderosa, e que e' um dever etico dos hackers 
   partilhar sua pericia atraves da escrita de software gratis e 
   facilitar o acesso a informacao e a recursos de computacao, sempre
   que possivel. 2. A crenca que craquear sistemas por diversao
   e exploracao e eticamente certo, sempre que o craqueador nao cometa
   roubo, vandalismo ou quebra de confianca.
   
   Ambos estes principios normativos eticos sao mundialmente, mas
   nao universalmente, aceitos entre hackers. Alguns hackers consideram
   a etica hacker no primeiro lance, e muitos continuam nele atraves
   da escrita e distribuicao de software gratuito. Uns poucos vao mais
   alem e asseguram que *toda* informacao deveria ser gratuita e que
   *qualquer* direito ou controle de posse e' ruim; esta e' a filosofia
   por tras do projeto {GNU} (obs: grupo que se dispos a escrever em 
   conjunto, software de qualidade que seria distribuido sem direitos
   autorais)

   O sentido 2 e' mais sujeito a controversia: algumas pessoas consideram
   o craquear em si algo eticamente tao ruim quanto invasao de domi-
   cilio. Mas a crenca de que craqueada "etica" exclui a destruicao
   pelo menos modera o comportamento de gente que se veria na posicao
   de "craqueadores benignos" (ver tambem {samurai}). Dentro desta
   visao, pode ser uma das maiores formas de cortesia (a) invadir um
   sistema, e entao (b) explicar para o Sysop ou encarregado, de 
   preferencia por E-mail de uma conta {superuser}, exatamente como 
   isso foi feito e como o buraco pode ser fechado --- agindo como um
   {tiger team} voluntario e gratuito.

   A mais autentica manifestacao de ambas as versoes da etica hacker
   e' que quase todos os hackers estao ativamente interessados em 
   partilhar truques tecnicos, software, e (quando possivel) recursos
   de computacao com seus colegas. Grandes redes cooperativas tais 
   como: {USENET}, {FidoNet} e Internet (ver {Internet address})
   podem funcionar sem controle central por causa deste trato; eles
   tanto acreditam como reforcam o sentido de comunidade que pode
   ser o mais valioso bem da Hackermania.

Existem varias razoes para se partilhar sabedoria entre gente que mexe
com computadores. E' facil descobrir em meia hora de conversa, que todo
mundo pode estar sabendo de um jeito mais facil de se solucionar um problema 
que uma pessoa sozinha pode demorar dias e dias para descobrir. E haja 
problemas..
   Mesmo hoje, muitos programas e sistemas operacionais sao lancados no
mercado contendo defeitos, que sao corrigidos em versoes posteriores. Em
algumas ocasioes, sao feitos arquivos contendo os remendos, que sao
denominados "patch". Isso acontece porque os programas sao desenvolvidos por
conjuntos de pessoas, ou ate' grupos de grupos, trabalhando em diferentes
partes do sistema, com varios chefes ou ausencia deles. O trabalho de
debugar e testar os prototipos tambem nao e' exatamente glamuroso ou
interessante. Caracteristicas novas ou "inovadoras" sao mantidas em segredo.
Os programadores, de forma geral, ja' tem um trabalho enorme em fazer o
prototipo funcionar, de forma a ser "fool-proof", imagine faze-lo funcionar
de forma a ser "smart-proof". O fato do sistema funcionar sem falhas, nao
impede de haver algum erro esperando para causar um crash no sistema.
Para se ter uma ideia, o codigo fonte de um programa pode atingir milhares
ou as vezes milhoes de linhas, no caso de programas complexos, destinados a
controlar o sistema telefonico de uma cidade, por exemplo.
	No dia 15 de janeiro de 1990, aconteceu um defeito numa estacao
telefonica de Manhattan. O problema e' que ele contagiou outras estacoes,
como um virus de computador. Como aconteceu no feriado de Martin Luther
King, ficou suspeito como algo provocado por uma pessoa, e nao como um
defeito tecnico que desencadeou uma reacao em cadeia. As pessoas tinham medo
de que isso pudesse acontecer, e comecaram a procurar provas que fundamen-
tassem suas suspeitas.
	Outros "crashes" aconteceram. O mais espetacular foi no dia 17 de
setembro de 1991. Algumas estacoes telefonicas ficaram sem energia e pararam
de funcionar. Isso cortou as comunicacoes de aeroportos como Kennedy, La
Guardia e Newark. Naquele tempo, esse tipo de pesadelo ja' existia, na forma
de um filme chamado "Duro de matar" (Die Hard II). Cerca de 500 voos tiveram
de ser cancelados. E outro tanto na Europa. 85000 passageiros foram preju-
dicados e estes nao puderam usar o telefone para avisar suas familias do
problema. A AT&T ficou com uma pessima imagem por causa desse episodio, que
nao teve nada a ver com "computer abusers".
	Mesmo assim, e' sempre mais facil se apelar para um bode expiatorio.
Hitler pos a culpa da crise economica da Alemanha nos Judeus, para se promo-
ver. Alguns "espertos" pegos em flagrantes eram exemplos de "genialidade"
a servico do mal, sendo que os bons exemplos, responsaveis pela construcao        
da Usenet, por exemplo, eram ignorados.
	No inicio, era muito dificil o sujeito ser condenado por esse tipo
de coisa. Ate' a mae de um cracker reclamar para um politico sobre isso,
artificios, como provar que a conexao do computador do intruso roubava
energia, (crime previsto na legislacao) eram recursos validos. Isso gerava
publicidade e em alguns casos, nenhuma ou pouca condenacao.
	Entao a pessoa envolvida saia no jornal, com o mesmo tipo de fama
que os caras que picharam o Cristo Redentor sairam (alguem sabe que um deles
foi assassinado em condicoes misteriosas, por falar nisso? Isso e' Brasil).
Dava entrevistas, ou era recrutado (no caso de fraude telefonica) para
ajudar a cacar colegas que faziam isso. Ate' podia entrar para o ramo da
seguranca eletronica (ja' que tinha otimas/pessimas referencias).
	A coisa ficou tao seria que o governo e as grandes companhias, como
a carinhosamente apelidada de Ma BELL, comecaram a ficar preocupadas. Quando
um cara crackeava uma empresa telefonica, por exemplo, e era julgado, a
falha era divulgada. Custava muito condenar o mau elemento e pior: a falha
ficava exposta ate' que o sistema fosse trocado, coisa que nao acontecia do
dia para a noite. Imagine re-treinar o pessoal que usa o sistema, trocar
senhas de acesso, numeros de telefone, talvez redesenhar o software invol-
-vido, e Deus sabe o que. Sem falar na perda de credibilidade da empresa que
sofresse o ataque.
	Para poupar um pouco a digitacao, aqui vai alguns press-releases:



			       PRESS RELEASE


FOR IMMEDIATE RELEASE:          CONTACT: Wendy Harnagel
Wednesday, May 9, 1990                   United States Attorney's Office
					 (602) 379-3011


PHOENIX--Stephen M. McNamee, United States Attorney for the District of
Arizona, Robert K. Corbin, Attorney General for the state of Arizona, and
Henry R. Potosky, Acting Special Agent in Charge of the United States
Secret Service Office in Phoenix, today announced that approximately
twenty-seven search warrants were executed on Monday and Tuesday, May 7 and
8, 1990, in various cities across the nation by 150 Secret Service agents
along with state and local law enforcement officials. The warrants were
issued as a part of Operation Sundevil, which was a two year investigation
into alleged illegal computer hacking activities.

The United States Secret Service, in cooperation with the United States
Attorney's Office, and the Attorney General for the State of Arizona,
established an operation utilizing sophisticated investigative techniques,
targeting computer hackers who were alleged to have trafficked in and abuse
stolen credit card numbers, unauthorized long distance dialing codes, and
who conduct unauthorized access and damage to computers. While the total
amount of losses cannot be calculated at this time, it is
				  (MORE)
estimated that the losses may run into the millions of dollars. For
example, the unauthorized accessing of long distance telephone cards have
resulted in uncollectible charges. The same is true of the use of stolen
credit card numbers. Individuals are able to utilize the charge accounts to
purchase items for which no payment is made.

Federal search warrants were executed in the following cities:

	       Chicago, IL
	       Cincinnati, OH
	       Detroit, MI
	       Los Angeles, CA
	       Miami, FL
	       Newark, NJ
	       New York, NY
	       Phoenix, AZ
	       Pittsburgh, PA
	       Plano, TX
	       Richmond, VA
	       San Diego, CA
	       San Jose, CA

Unlawful computer hacking imperils the health and welfare of individuals,
corporations and government agencies in the United States who rely on
computers and telephones to communicate.

Technical and expert assistance was provided to the United States Secret
Service by telecommunication companies including Pac Bel, AT&T, Bellcore,
Bell South, MCI, U.S. Sprint, Mid-American, Southwestern Bell, NYNEX, U.S.
West, and by the many corporate victims. All are to be commended for their
efforts in researching intrusions and documenting losses.

Resumindo a historia acima, um monte de mandados foram executados nos EUA 
com a assistencia tecnica de empresas, tais como a Nynex, Bellcore, AT&T, 
etc, (todas elas do porte quase de Estatais, que tinham perdas devido a acao
de tais individuos) e uns tres individuos ja' haviam sido presos no dia
anterior. Esse tipo de acao, envolvendo cerca de 150 agentes do servico
secreto, junto com policiais e membros de forcas locais era parte da 
operacao de dois anos chamada Sundevil.
Os prejuizos alegados, provocados por alguns poucos individuos poderiam 
estar chegando a casa de milhoes de dolares, decorrentes do trafico ilegal
de numeros de cartoes, credito, chamadas telefonicas sem pagar, acesso
nao autorizado de computadores.
     A ideia, claramente expressa era de mandar uma mensagem a "computer
hackers" que teriam violado as leis dos EUA na crenca de que estariam 
inviseis atraves do uso do computdor.
    Tendo como instrumento o "Comprehensive Crime Control Act" que proibe
a fraude com cartao de credito e a fraude com computador, o Servico Secreto
americano alegava ter feito 9000 prisoes, a partir do momento em que a lei
foi lancada, em 1984.
A explicacao oficial era mais ou menos assim, traduzida:

"Recentemente nos temos testemunhado um alarmante numero de gente jovem que,
por uma variedade de razoes de ordem psicologica e sociologica, tem ficado
pregados a seus computadores e estao explorando seu potencial de forma 
criminosa. Frequentemente, a progressao da atividade criminal  ocorre quando
envolve fraude de telecomunicacoes (ligacoes interurbanas gratuitas), 
acesso nao-autorizado a outros computadores (seja por dinheiro, fascinacao, 
ego ou desafio intelectual), fraude de cartao de credito (dinheiro ou compra
de bens materiais), e entao se movimentam para outras destrutivas atividades
como virus de computador."
"Alguns computer abusers formam associacoes intimas com outras  pessoas
tendo interesses similares. Grupos underground tem sido formados com o 
objetivo de trocar informacao relevante as suas atividades criminais.
Estes grupos sempre se comunicam entre si atraves de sistemas de mensagens
entre computadores denominados BBS "Bulletin Boards".
	Quem nao entendia nada do assunto, lia e achava otimo que o 
governo estivesse fazendo alguma coisa para parar com esse tipo de ameaca.
Quem sabe se ele tivesse sucesso, as companhias telefonicas jamais errariam
na hora de cobrar a conta, nem os bancos deixariam de "cair o sistema"
quando precisamos dele, etc. Esse tipo de coisa deixaria de acontecer.
E o comunicado oficial dizia que 27 mandados de busca haviam sido feitos
em 12 cidades. Tudo bem, so' que nenhum resultou em prisao. Cerca de 
40 computadores e 20.000 discos foram apreendidos, em todo pais, segundo
noticias. Em varias noticias, nunca a falta o uso do "would be", "may be"
e numeros alarmantes. "As perdas que *estimamos* podem chegar a milhoes  
de dolares", de acordo com um promotor do Arizona. Nenhuma certeza,
opiniao de um sujeito que nao era do ramo de telecomunicacoes. Talvez 
tenha acontecido aquele tipo de situacao em que o sujeito comete um 
assalto num banco, que declara entao um prejuizo de dois milhoes.
O assaltante, preso, fala que so' roubou um milhao. Ja' a policia, esta
alegava so' ter recuperado metade do valor. Qual estaria dizendo a 
verdade? Nao acho impossivel de acontecer esse tipo de coisa. Mas retor-
nando a Operacao Sundevil... 
	Mesmo assim,  muita gente teve equipamento confiscado. Poucos
foram presos por cometerem crimes eletronicos. A operacao fracassou em 
varios aspectos. Houve acoes arbitrarias, como o confisco de equipamento
orcado em 20000 dolares de um no' internet, e o caso do Steve Jackson
Games. Neste, o servico secreto americano apreendeu material que seria
usado para a confeccao de um jogo, do tipo do WAR ou DIPLOMACY (melhor
seria dizer Role-Playing-Game) sob a alegacao de que era material de ensino
para Hackers. Este jogo ja' foi traduzido para o portugues, e se chama GURPS
CYBERPUNK (o preco do manual esta' em torno de 24 Reais). Nas primeiras
paginas do mesmo esta' inclusa uma descricao sumaria da historia toda. No
julgamento de Steve Jackson, o Servico Secreto foi mais ou menos taxado de
incompetente e condenado a pagar indenizacao pelo prejuizo causado (o jogo
teve que ser reconstruido, ja' que muito do material foi destruido durante o
confisco). 
	Quem ler o livro "The Hacker Crackdown" do Bruce Sterling, ira'
ter um retrato maior da historia toda. Uma parte interessante, porem, e' o
fato de que muita pouca gente que fez o "raid" contra os "hackers" sabia o
suficiente de computacao para isso. Entao acontecia do "especialista" de
plantao mandar um policial fazer uma copia de um disquete apreendido e o
cara colocava o dito na maquina de XEROX. Da mesma forma, essa carencia de
gente que entende alguma coisa de modus operandi deve ter feito a tristeza
de muitas pessoas e ate' adolescentes, que foram confundidos com "computer
abusers". Imagine a cena abaixo:

   "Um "blitz" de hacker tipica e' mais ou menos desse jeito. Primeiro,
a policia entra rapidamente, atraves de todas as aberturas, com forca
superior, na presumcao que esta tatica ira' diminuir as baixas ao 
minimo. Segundo, possiveis suspeitos sao imediatamente removidos da vi-
zinhanca de todo e qualquer computador, de forma que eles nao terao 
chance de queimar ou destruir evidencia. Suspeitos sao amontoados numa
sala sem computadores, e mantidos sob guarda - *desarmada*, ja' que as
armas sao sutilmente guardadas, mas a mostra, de qualquer forma. Eles 
recebem o mandado de busca e sao avisados de que qualquer coisa que 
disserem podera' ser usada contra eles. Normalmente eles tem muito o 
que dizer, especialmente se sao pais sem nenhuma suspeita".
(Bruce Sterling - The Hacker Crackdown)

E', algumas pessoas ficaram chocadas, ja' que a policia americana tem
um certo respeito pela lei e nao fazem blitz desse genero contra casas
de traficantes de drogas, por exemplo. E se o Press Release mostrado 
acima estivesse correto, usar uma forca policial de certa magnitude,
invadindo sua casa para levar seu irmao ou filho de talvez 16 anos,
e' algo parecido a usar canhoes para matar moscas. A ideia era, de um
lado, usar justificativas para esse abuso de autoridade, digno do 
livro "1984", de George Orwell (por sinal, muito comentado entre os
hackers, principalmente nos EUA, onde e' leitura obrigatoria no 2o
Grau).
	Para facilitar a acao desse tipo de coisa, explorou-se muito os
"crimes perfeitos". Logo, ja' que ninguem sabe exatamente o que e' um
hacker, o que ele faz de bom ou de ruim, e muito menos gente entende 
o que e' um computador, porque nao transformar esses adolescentes em
prototipos de super-criminosos? Foi o que aconteceu com muita gente. A
comunidade eletronica chegou ate' a tentar a divulgacao de outros termos,
como o de "cracker", para evitar o mal-uso da palavra "hacker".

:cracker: n. Alguem que quebra a seguranca de um computador. orig. 1985
   usada por hackers contra o mau-uso jornalistico da palavra {hacker}
   (q.v., sense 8).  Uma tentativa anterior de se usar`worm' neste 
   sentido por volta de 1981--82 na USENET foi largamente um fracasso.

   O uso de ambos neologismos reflete uma forte revolta contra o roubo
   e o vandalismo perpetrados por grupos de craqueadores. Enquanto e'
   esperado que qualquer hacker real tera' feito algum craqueamento
   inteligente e conhece tecnicas basicas, alguem pos {larval stage}
   supostamente deveria ter ultrapassado o desejo de faze-lo, exceto
   por razoes praticas de fim imediato (por exemplo, se e' necessario
   circundar alguma medida de seguranca para se conseguir fazer um 
   determinado trabalho).

   Embora "craqueadores (crackers)" sempre gostam de se descrever a
   *si proprios* como hackers, a maioria dos verdadeiros hackers 
   consideram-os como uma forma de vida separada e mais baixa.

   Consideracoes eticas aparte, hackers consideram que qualquer um 
   que nao pode imaginar uma forma mais interessante de brincar com
   seus computadores que invadir o de outra pessoa, tem que ser
   bem {losing}.(ver o Jargao)

:cracking: n. O ato de "invadir" um computador; aquilo que um 
   {cracker} faz. O contrario do que se possa pensar, isso normal
   mente nao involve um brilhantismo, mas persistencia e repeticao
   de um punhado de truques bem-conhecidos que exploram fraquezas
   na seguranca de sistemas-alvo. A maioria dos crackers sao hackers
   mediocres.

:dark-side hacker: n. Um hacker criminoso ou malicioso; um
   {cracker}.  Do personagem Darth Vader (Guerra nas Estrelas), 
   "seduzido pelo lado escuro da forca".  A implicacao de que
   os hackers formam uma especie de cavaleiros Jedi de elite
   e' intencional.

Isso nao funcionou. O "hacker" virou sinonimo de bandido eletronico. O fato
de que muitos adolescentes eram pegos fazendo isso ate' criou o mito de que
a idade media do "hacker" varia entre 15 e 18 anos, quando na verdade, os
realmente inteligentes dificilmente se conhece a existencia. 
	Nao existe muito glamour nos verdadeiros bandidos e vandalos eletro-
nicos. No livro "Seguranca de Computador" (um do mesmo autor de "Computer
Crime". Infelizmente me roubaram o livro ha' alguns anos) dentre varios
casos listados, estava o de um faxineiro que se divertia em quebrar
circuitos eletronicos de um mainframe da empresa onde trabalhava."So' para
ver aquela maquina imensa parar de trabalhar". 
	Atualmente, se fizermos uma analogia, quem pensa em se instruir mais
sobre o assunto enfrenta o mesmo tipo de preconceito que as pessoas que se
interessavam por artes marciais enfrentavam ha' algum tempo atras. So' apos
series de televisao, como "Kung-fu", comecou-se a pensar que praticantes de
Karate e Capoeira nao sao assassinos em potencial. Na minha infancia, falava
-se de capoeiristas como se fala do diabo. Pra explicar que o aprendizado de
uma arte cria (parte das vezes) uma mentalidade que o praticante nao se
sente motivado a abusar do que sabe, isso e' algo que demora a entrar na
cabeca das pessoas.
	O verdadeiro interessado em cometer crimes informaticos nunca ira'
fazer propaganda disso. Nem ira' usar sua propria conta ou acesso a uma
maquina para cometer suas barbaridades. Seria como um pichador fazer suas
"obras" dentro dos muros de sua casa. E aqueles interessados em roubar
bancos, bom.. existe muito mais informacao hoje sobre isso do que antes.
Aquele que se interessou ontem por seguranca informatica, amanha estara'
desenvolvendo sistemas mais seguros. Foi um "hacker" que auxiliou na captura
de Mitnick. Este especialista nao foi criado lendo manuais de "boa norma e
conduta" no uso de computadores. 
	Mas as pessoas que administram os computadores, o publico de forma
geral, este dificilmente se interessa em acender a luz e apagar o mito.
Quem sabe com o caso Mitnick, as pessoas se interessem em descobrir que 
existe gente bem intencionada, que sabe muito sobre computadores e que  
nao esta' interessada em assaltar  bancos ou atrapalhar a vida das pessoas.
Quem sabe? A soma da inteligencia na terra parece ser uma constante, mas
a populacao esta' crescendo (Lei de Murphy).

:samurai: n. Um hacker de aluguel para craquear legalmente sistemas,
   peruando faccoes em lutas corporativas politicas, advogados
   perseguindo leis de privacidade e casos da primeira emenda
   e outras partes com razoes legitimas para precisar de um
   "abre-portas" eletronico. Em 1991, a midia reportou a existencia
   de uma cultura de samurai que se encontra eletronicamente em
   BBSes, a maioria deles de adolescentes com PC; eles modelaram
   eles mesmos explicitamente no samurai historico do Japao e nos
   "net cowboys" das novelas de William Gibson's {cyberpunk} .  
   Aqueles entrevistados clamam aderir a um rigido codigo de leal
   -dade aos seus empregadores e desdem por vandalismo e roubo
   praticados por hackers criminosos contrarios a etica hacker;
   Alguns se referem ao livro de Miyamoto Musahi "O livro dos cinco
   aneis", um classico da doutrina samurai.
   Ver tambem {Stupids}, {social engineering}, {cracker},
   {hacker ethic, the}, e {dark-side hacker}.

No filme "SNEAKERS" existe essa preocupacao, de mostrar que e' util ter um
sujeito que realmente entenda desse assunto. Nao se consegue impedir o crime
eletronico "castrando" o intelecto de quem se interessa por ele. Uma
propaganda que vi na revista (extinta) Hack-Tic coloca isso:

"Sabotage is as simple as pulling a plug".

Fica aqui a sugestao a aqueles que se interessam pelo assunto, que tomem
muito, mas muito cuidado com a lingua. Em muitos empregos, nao se precisa
de um genio, mas de gente cuja idoneidade nao seja posta em duvida. Isso 
significa nao deixar arquivos com nomes "compcrime.doc" no seu espaco de
disco. Se tiver de discutir alguma falha de seguranca no sistema, pense
bem: sera' que um colega de trabalho nao te acusara' de utilizar aquela 
falha? Ou pior, sera' que ele nao a utiliza? Repito: pense duas vezes ou
mais, antes de conversar sobre seguranca de computadores. Pense mais vezes
antes de experimentar qualquer coisa anormal no seu local de trabalho.
E respeite aquilo que te mandarem respeitar. A confianca e' algo que, uma
vez perdido, dificilmente e' recuperado.


			NEWS - SECCAO DE CARTAS 
			=======================

			CARTAS DE APOIO
			---------------

Dentre as varias cartas elogiando o jornal, recebi esta, publicada com
com permissao da figura. Pode ser util, no futuro:
----------------------------------------------------------------------
  Olah Derneval,

  Gostei muito do BARATA ELETRICA, se bem que que acho que voce poderia
  colocar um nome mais condizente e fica ai a sujestao. Bom, sou SysOp
  da InfoNet BBS, Brasilia/DF e caso voce decida a colocar mais edicoes,
  tem todo o meu apoio e inclusive criarei uma area de arquivos soh para
  o danado. 

  Outro ponto de vista que tenho e que achei ele muito longo e minha 
  outra sujestao que voce entitule o mesmo como um boletim.
  
  Ah, caso queira fazer uma visita qualquer dia desse e so ligar:

  Sistema.............: InfoNet BBS
  SysOp...............: Regivaldo Costa
  Fone................: (061) 351-8604
  Horario.............: 24 horas no ar!!!
  Configuracao........: De 1200 a 14.400 bps (Emulacao ANSI)


Abracos,

Regivaldo Costa
====================================================================
Resposta: No futuro eu explico minha insistencia com um nome desses.
Quanto ao tamanho...e' muita coisa. Eu nao sei se amanha vou poder 
escrever de novo. Melhor muito do que pouco (acho).
---------------------------------------------------------------------


Caros colegas...

	esse e' o meu primeiro mail para todos voces, e espero que seja 
bem recebido. Primeiramente, gostaria de parabenizar o Derneval pela sua 
iniciativa de criar essa lista de discussao. Espero que todos possam 
contribuir tanto quanto extrair informacoes uteis que serao 
compartilhadas entre todos. O espirito que essa lista deve ter e' o de 
hacker, porem nao no sentido "negro" da palavra. Se voces estao na lista 
do Derneval, e' porque certamente voces devem ser aficcionados por 
computacao (no minimo).
	Antes de escrever mais e mais, deixe-me apresentar-me... Eu sou
Mauricio Walder, tambem conhecido por Darth Walder ou Lord Morpheus (no
talker Dreaming). Espero que isso nao crie confusoes, pois ja' vi que
temos um Morpheus na nossa lista... Creio que o uso de "nicknames" ou
"handles" e' muito comum, e muito interessante. Bom, continuando... Eu
estou atualmente no terceiro ano de Engenharia Agronomica na ESALQ/USP
(Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz') em Piracicaba, SP. Sim,
eu sei que Eng. Agronomica nao tem muito a haver com computacao, mas eu
sempre gostei. Mexo com computadores desde 1984, quando morei 1 ano 
nos USA. Em 1989 comecei a trabalhar no CIAGRI (Centro de Informatica na
Agricultura) aqui na ESALQ. Atualmente estou fazendo estagio no CENA
(Centro de Energia Nuclear na Agricultura) trabalhando com computacao 
(logico) aplicado `a agricultura. Por causa disso, tenho acesso direto `a 
Rede, e trabalho com Unix e Windows NT. Tenho varias contas Internet,  
porem prefiro usar a (mwalder@carpa.ciagri.usp.br) para correspondencia,
ou a mwalder@pintado.ciagri.usp.br). 
	Eu morei 2 anos nos USA em 1990, e la' entrei em contato com os
BBSs da vida. Curti pra burro. Eu acessava alguns BBSs meio "underground" 
- nada de programas piratas, apenas alguns textos meio subversivos e
outras coisas do tipo.  Portanto desde aquela epoca eu ja' conhecia aquele
texto "A Night of Hackers" que o Derneval enviou a pouco para todos. Uma
coisa que me estimulou muito na epoca foi que la' eu nao tinha q.arcar com
um gasto absurdo em ligacoes de telefone (como todos tem aqui). Podia
utilizar a maioria dos BBSs sem pagar nada por muito tempo (logicamente
com um certo tempo e quantidade de download limitada). 
	Em 1992 eu regressei a Piracicaba, e fiquei sem mexer em nada de
BBS, pois nao havia nenhum. Agora existem 4, mas nenhum muito bom...
Infelizmente nao posso acessar os de Sao Paulo, pois os custos de uma
ligacao DDD sao exagerados... Como nao quero gastar dinheiro com uma coisa
que nao e' muito quando comparado `a Internet (a qual eu tenho acesso de
graca aqui) comecei a me dedicar pra valer `a Internet. Eu ja' tinha
utilizado a BITNET e a USENET, mas a Internet me mostrou ser muito maior,
e muito mais poderosa, com muitos recursos exploraveis.  Portanto, apesar
de ser bem geralista, meu norte e' a Internet.
	Eu curto pra caramba aprender sobre novos locais, e utilizar novas
ferramentas e tenho utilizado ftp, telnet, gopher, www, lynx, mosaic,
netscape, netfind, archie, wais, veronica, whois, irc, bla bla bla... Com
certeza alguns de voces nao tem a menor ideia do seja tudo isso - e nem
precisa. No futuro faco um texto pra explicar isso melhor.
	Me dedico atualmente a preparar uma apostila para os usuarios da
Internet daqui (Campus da USP de Piracicaba). O CIAGRI colocou um computador
`a disposicao dos professores e alunos, mas nao existe nenhum material de
introducao para os recursos mais elementares de pesquisa que a rede oferece.
Nisso, a maioria dos usuarios abre conta so'  para  enviar/receber mail e
utilizar o IRC apenas (o que eu acho ridiculo, pois existe MUITO mais
coisa interessante para se fazer na Internet - principalmente na area
academica e cientifica, mas tambem na parte de entretenimento), e o CIAGRI
ganha uma grana preta ministrando cursinhos bem ruins sobre a utilizacao
da Internet. Com a apostila, passo meu conhecimento adiante, preencho a
lacuna e diminuo meu trabalho. Nao aguento mais fazer isso sozinho.
	Bom, agora sobre as minhas opinioes sobre essa lista. Eu recebi a
mensagem do nosso colega Izar la' de Israel, que estava descontente com o
movimento da lista. Eu gostaria de pensar que o movimento esta' baixo por
que a maioria do pessoal e' estudante, e como tal, ainda esta' de ferias
aqui no Brasil... Espero que o movimento aumente com o passar do tempo. 
Porem se todos forem desistindo, nunca havera' uma lista que tenha
continuidade. Portanto, vamos fazer uma forcinha. Outra coisa: o Derneval
teve o trabalho de criar uma lista especifica no servidor da UNICAMP, e
porem, como eu acabei de ver numa mensagem, apenas 16 pessoas se
cadastraram.(obs: atualmente o numero ultrapassou a marca de 50 inscritos). 
	Eu gostaria de pedir a todos voces que enviassem uma pequena 
mensagem para todos os outros membros da lista, se apresentando, para que 
nos possamos nos conhecer melhor. Acho que esse seria um primeiro passo 
na direcao certa. 
	Eu tenho um outro assunto a propor para todos, mas irei faze-lo 
em uma outra mensagem, para nao complicar muito...
	Aguardando mensagens de todos voces,

			envio os meus abracos...

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

			    =========
			    TALKER II
			    =========
Buenas...

	A sugestao que eu gostaria de fazer e' a utilizacao de um talker
para uma discussao on-line (semelhante ao IRC porem mais proximo e portanto 
bem mais rapido). Eu ja'tenho um talker rodando, e ja' tendo passado por 
uma fase de teste de varios meses, ja' esta' funcionando direito (fora 
algumas travadas que ocorrem quando o sistema aqui esta' sobrecarregado ou 
a conexao remota da' problemas). `As vezes ele sai
do ar, mas sempre tem eu e o Floyd monitorando, e nos estamos 
regularmente dando "boot" nele. O talker por enquanto esta' com o nome de 
"Realms of Dreaming" 
- em homenagem ao reino do Lord Morpheus (quem le "Sandman" do Neil Gaiman
manja). Ja' temos varios usuarios cadastrados la' (mais de 120), mas nao 
temos muito trafego, pois comecamos apenas com alguns amigos, depois amigos dos
amigos, e por ai' foi. A maioria dos usuarios logou-se apenas uma vez, e
como estava vazio, nao conversou com ninguem, nao gostou e depois nunca mais 
voltou.  O Dreaming  esta' aberto  a  qualquer um - voce pode entrar e 
colocar o seu "handle". Se ninguem  ainda o tiver registrado  como seu,
basta colocar' a sua senha e pronto. Foi um trabalho enorme. Organizar tudo
organizando tudo, colocando todos os helps, enfim, tentando torna'-lo o
mais amigavel possivel. Ah! Somente aqueles usuarios com acesso direto `a
Internet poderao acessa'-lo... Para dar uma olhada no Dreaming, deem
"telnet carpa.ciagri.usp.br 3000". 
	Eu peco encarecidamente que todos os usuarios leiam todas as 
mensagens que aparecem la' - nao sao meros enfeites, e que leiam os helps 
antes de sairem perguntando tudo. Outro pedido (que esta' escrito la') e' 
que todos os novos usuarios que desejem se cadastrar para utilizar 
regularmente o sistema enviem um mail para mim, com o seu endereco de 
E-mail e o username que foi registrado no Dreaming. Essa informacao e' 
apenas para o meu conhecimento, nenhum outro usuario do Dreaming tera' 
acesso a essa informacao.
	Para que voces conhecam um pouco mais sobre o talker, eixe-me
citar alguns recursos existentes la': 
	- voce pode listar todos os comandos atraves do .help (ou .h)
	- todos os comandos sao precedidos por um ponto (.)
	- voce pode escrever mensagens publicas no board de cada sala
	- voce pode enviar e receber mensagens pessoais para outros 
	usuarios (como um sistema de E-mail)
	- voce pode entrar numa sala com outra pessoa e "tranca'-la", 
	tornando-a "particular" ou "privada", como quiserem. Outras pessoas so' 
	poderao entrar nessa sala se alguem de dentro convidar
	- voce pode conversar particularmente com uma outra pessoa sem 
	que as outras pessoas na sala vejam ("whisper")
	- voce pode listar todas as pessoas utilizando o talker
	- voce pode GRITAR para que todas as pessoas em todas as salas 
	vejam o que voce gritou
	- e muitas outras coisas...

	Devido `a natureza "sensivel" de algumas informacoes que nos 
compartilhamos, me foi sugerido que eu criasse um outro talker, separado 
do talker - para que outros usuarios, que nao tem nada a haver com o 
nosso assunto, ficassem olhando. E' possivel construir um outro talker, em 
uma outra porta, que tivesse acesso restrito. Um outro recurso de 
seguranca poderia ser que esse talker nao teria registro de novos 
usuarios livres - ou seja, todos os usuarios teriam que ser registrados 
por mim, e qualquer novo usuario deveria pedir permissao especifica via 
mail para mim - e essa permissao seria discutida pelo grupo, ou 
se for indicado diretamente por algum membro. E' uma simples 
questao de todos darem uma olhada no talker e fazerem sugestoes... Eu 
estou aberto a qualquer sugestao ;-)
	Abracos para todos,

					|)arth \/\/alder


+----------------------------------------------------------+----------------+
|  Mauricio F. A. Walder - mwalder@pintado.ciagri.usp.br   |    * USP *     |
|     CIAGRI - Centro de Informatica na Agricultura        +----------------+
|  ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz  |  UNIVERSIDADE  |
|                Piracicaba - S.P. - BRASIL                |  de SAO PAULO  |
+----------------------------------------------------------+----------------+
|    Warning: Don't drink and drive on the `Information Superhighway'!!!    |
+---------------------------------------------------------------------------+
"All things are divided into the twin forces of order and chaos, forever
 contending for dominance. Life is something that occurs in the interface,
 not in the writhing discord of utter chaos, nor in the flatline perfection
 of pure order, but somewhere in between."       - Dr. Fate in 'Books of Magic'


			     
			     
			     WORM
			     ----
Esta carta e' meio velha, fala sobre uma worm (programa virus de computador
grande porte). Estou colocando aqui so' por causa da opiniao do cara,  que
eu achei muito engracada. Esta carta e'  anterior ao virus "Good Times".
Nunca ouvi mais falar do dito. 

---------- Forwarded message ----------
Date: Mon, 12 Dec 1994 10:44:00 BDB
From:??????%FAPQ.FAPESP.BR@lion.cce.usp.br
To: Multiple recipients of list RNPTEC-L <RNPTEC-L@BRLNCC.BITNET>
Subject: URGENTE! *** WARNING *** - destructive bitnet worm received from BRUFMS

Que sucede, agora os brasileiros estao pegando a moda de gerar
viruses?

Sou absolutamente contra a pena de morte. Amputar os cinco membros e'
suficiente...



|
|
|Date: Sat, 10 Dec 94 00:54:27 EST
|From: ????? ?????? <?????@vtvm1.cc.vt.edu>
|Subject: *** WARNING *** - destructive bitnet worm received from BRUFMS
|To: ?????@brnlcc, ?????@brufms.BITNET, ????@brlncc.BITNET,
| ?????@fpsp.fapesp.br
|
|Due to the urgency, I am mailing to everybody listed in the BITEARN NODES
|entry for BRUFMS.  I just received a destructive bitnet worm called
|'EMPIRE EXEC'.  This exec sends a copy of itself to everybody in the
|user's NAMES file, and then purges the user's RDR, and then erases
|all * EXEC, * NOTEBOOK, and * NAMES files on the user's 191.  You may wish
|to search your system and delete all copies that you can find, and try to
|track down where/how it started (it may have been created at BRUFMS, or
|received from offsite.  It appears that the comments in the Rexx code are
|in Portugese, so I suspect a Brazilian origin.
|The first 30 lines of the file are:
|/*  EMPIRE CONQUEST FOR CMS - VER1.05 - BY SCARFACE SOFTWARE(1994) */
|'VMFCLEAR'
|'ID (STACK'
|parse pull . . locnod
|SAY;SAY
|hi='1dc8'x;lo='1dc1'x
|SAY'/////////////////////////////////////////////////////////////'
|SAY'//        EMPIRE  CONQUEST  FOR CMS   -  VER1.05           //'
|SAY'//                                                         //'
|SAY'//   * SHAREWARE *                   BY SCARFACE SOFTWARE  //'
|SAY'/////////////////////////////////////////////////////////////'
|SAY;SAY;SAY
|SAY'INSTRUCOES:'
|SAY;SAY
|SAY'       OBSERVANDO AS POUCAS OPCOES DE GAMES PARA CMS, A SCARFACE'
|SAY'SOFTWARE INOVA TRAZENDO PARA O DOMINIO PUBLICO A VERSAO PARA CMS'
|SAY'DO CLASSICO JOGO EMPIRE CONQUEST. BASICAMENTE PROCURAMOS NAO MO-'
|SAY'DIFICAR A ESSENCIA DO JOGO, ONDE  A  ESTRATEGIA  SEMPRE  SERA  A'
|SAY'A MELHOR DEFESA E OU O MELHOR ATAQUE.'
|SAY'       A VERDADEIRA DIFERENCA ENTRE A VERSOES (DOS/CMS) SERA BA-'
|SAY'SICAMENTE GRAFICA TENDO EM VISTA A IMPOSSIBILIDADE DOS  RECURSOS'
|SAY'GRAFICOS DO CMS. OS OBJETIVOS SAO SIMPLES COMO NA VERSAO P/ DOS,'
|SAY'DOIS PAISES LUTANDO ESTRATEGICAMENTE ENTRE SI A FIM DE  CONQUIS-'
|SAY'TAR O TERRITORIO INIMIGO CAPTURANDO E SUBSTITUINDO SUA BANDEIRA.'
|SAY'       A TELA BASICA DO JOGO ASSEMELHA-SE COM  UM  TABULEIRO  DE'
|SAY'XADREZ ONDE OS MOVIMENTOS DE CADA PECA DE SEU EXERCITO  SE  DARA'
|SAY'ATRAVES DE COORDENADAS ESPECIFICADAS ANTERIORMENTE PELO JOGADOR.'
|SAY'COORDENADAS DIGITADAS ERRADAS PODERAO SER CORRIGIDAS  ESCOLHENDO'
|SAY'A OPCAO RETURN. CADA PECA DE SEU EXERCITO POSSUE UMA  QUANTIDADE'
|SAY'LIMITADA DE HP (FORCA E ATAQUE) SENDO QUE PARA RESTAURA-LAS SERA'
|
|The copy I received came from user CACOM17.  I cannot tell if this
|user is the author, or merely a victim.
|
|                                  Valdis Kletnieks
|                                  Computer Systems Engineer
|                                  Virginia Polytechnic Institute





Outra coisa e' a proxima reuniao de (would-be) Hackers aqui na USP (espero).
Esta' havendo um clima meio tenso aqui com relacao a lista de hackers que 
estou fazendo, por isso tenho um ou duas duvidas se vou conseguir a sala. 
Outra duvida e' o quorum. Na reuniao anterior nao houve nem cinco pessoas.
Epoca de prova, sabado de sol, essas coisas. Eu estou querendo marcar outra 
reuniao, possivelmente talvez ate' chamando a imprensa. Para isso, gostaria
que as pessoas que tiverem uma ideia de melhor dia (o mais facil delas apa-
recerem) que escrevam para a esquina das listas para discutir o lance.
	Quem ainda nao sabe acessar a esquina, vai uma dica:

  Mande um mail para esquina-das-listas@dcc.unicamp.br
 
Como texto, coloque:

inscreva hackers   (seuemail@sua.maquina)  <- sem os parenteses

Assim voce faz parte de uma lista que de vez em quando tem uma pa' de textos
interessantes e discussoes sobre o assunto, que envolve ate' seguranca de
computadores.
Se voce tiver afim de contribuir, escreva, antes de qualquer texto

submeta hackers

Dessa forma, o listserv entende que voce quer enviar um texto para mais de
cinquenta pessoas que atualmente assinam esta lista.

Existe uma possibilidade de se fazer uma reuniao de maniacos de microcompu-
tador. Se voce estiver interessado em participar, mande um mail com o subject:

subject: To^ afim

No corpo da carta podem colocar os dias. Melhor depois da semana santa.

Detalhe: esse "to afim" indica uma presenca certa no local. Gente, se ninguem
vier, nunca vai ter uma conferencia de hackers aqui no Brasil. Se poucos 
responderem, vou marcar um encontro num boteco, com os poucos interessados
e alguns que eu ja' conheco. Ah, sim. Para quem nao sabe, isso seria aqui
em Sao Paulo. Se nao for possivel, nao fique preocupado. E' uma ideia, nada
esta' definido.



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			   A PRISAO DE MITNICK
			   =================== 
		   
Muito se escreveu sobre isso. Eu peguei esses arquivos gracas a um anonimo
que enviou para a lista. Junto, haviam algumas observacoes, que nao anotei.
Basicamente era sobre o exagero em que transformam cada cracker preso.
Se o cara foi preso, tudo bem. Mas muita gente aumenta o tamanho dele para 
justificar coisas que se fazem para vigiar outros, que nao tem nada a ver 
com a historia. Do meu ponto de vista, alem de mau-elemento, Mitnick e' 
um pouco menos do que se fala acerca dele. Dos crimes que se atribuiram
a ele, por exemplo:


From: emmanuel@well.sf.ca.us (Emmanuel Goldstein)
Newsgroups: netcom.general,comp.org.eff.talk,alt.2600
Subject: Re: Mitnick Incident
Date: Fri Feb 17 11:29:43 1995
 
cmd@aimnet.com (Lord Soth) writes:
>Don't
>you guys think that security is more important than convenience?  Stealing
>cc #'s is not all that hard, but you guys seem to make it easier than it
>should be.
 
The fact of the matter is that they obviously don't. Check out page 34
of the autumn 94 issue of 2600 - "Recent reports indicate that Netcom's
credit file, stored online and containing information on all their
customers, has been compromised." This is old news. It's got nothing
to do with Mitnick; that file has been wide open since August and
Netcom hasn't done a thing about it, despite the warnings. That's
the story no reporter seems to want to write.
 
emmanuel@well.sf.ca.us

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Portanto lembrem-se: pouca gente na imprensa conhece o bastante do 
assunto para saber o que esta' falando. Para quem nao sabe, o
autor da carta acima e' o editor-chefe da revista 2600 - Hacker
Quaterly.
Abaixo, outros artigos conseguidos no http://underground.net

Subject: nytimes-021595.html


    
   
   
			     HOW A COMPUTER SLEUTH
			    TRACED A DIGITAL TRAIL
			     NY TIMES, FEB 15 1995
				       
   
   
   
    New York Times
    
   
   
   RALEIGH, N.C. (8.59 p.m.) -- It takes a computer hacker to catch one.
   
   And if, as federal authorities contend, 31-year-old computer outlaw
   Kevin D. Mitnick is the person behind a recent spree of break-ins to
   dozens of corporate, university and personal computers on the global
   Internet, his biggest mistake was raising the interest and ire of
   Tsutomu Shimomura.
   
   Shimomura, who is 30, is a computational physicist with a reputation
   as a brilliant cyber-sleuth in the tightly knit community of
   programmers and engineers who defend the country's computer networks.
   
   And it was Shimomura who raised the alarm in the Internet world after
   someone used sophisticated hacking techniques on Christmas Day to
   remotely break into the computers he keeps in his beach cottage near
   San Diego and steal thousands of his data files.
   
   Almost from the moment Shimomura discovered the intrusion, he made it
   his business to use his own considerable hacking skills to aid the
   FBI's inquiry into the crime spree.
   
   He set up stealth monitoring posts, and each night over the last few
   weeks, Shimomura used software of his own devising to track the
   intruder, who was prowling around the Internet. The activity usually
   began around mid-afternoon, Eastern time, broke off in the early
   evening, then resumed shortly after midnight and continued through
   dawn.
   
   Shimomura's monitoring efforts enabled investigators to watch as the
   intruder commandeered telephone company switching centers, stole
   computer files from Motorola, Apple Computer and other companies, and
   copied 20,000 credit-card account numbers from a commercial computer
   network used by some of the computer world's wealthiest and
   technically savviest people.
   
   And it was Shimomura who concluded last Saturday that the intruder was
   probably Mitnick, whose whereabouts had been unknown since November
   1992, and that he was operating from a cellular telephone network in
   Raleigh, N.C.
   
   Sunday morning, Shimomura took a flight from San Jose to
   Raleigh-Durham International Airport. By 3 a.m. Monday, he had helped
   local telephone company technicians and federal investigators use
   cellular-frequency scanners to pinpoint Mitnick's location: a 12-unit
   apartment building in the northwest Raleigh suburb of Duraleigh Hills.
   
   Over the next 48 hours, as the FBI sent in a surveillance team from
   Quantico, Va., obtained warrants and prepared for an arrest, cellular
   telephone technicians from Sprint Corp. monitored the electronic
   activities of the man they believed to be Mitnick.
   
   The story of the investigation, particularly, Shimomura's role, is a
   tale of digital detective work in the ethereal world known as
   cyberspace.
   
   
   
   A COMPUTER SLEUTH BECOMES A VICTIM
   
   
   
   On Christmas Day, Tsutomu Shimomura was in San Francisco, preparing to
   make the four-hour drive to the Sierra Nevadas, where he spends most
   of each winter as a volunteer on the cross-country ski patrol near
   Lake Tahoe.
   
   But the next day, before he could leave for the mountains, he received
   an alarming telephone call from his colleagues at the San Diego
   Supercomputer Center, the federally funded research center that
   employs him. Someone had broken into his home computer, which was
   connected to the center's computer network.
   
   Shimomura returned to his beach cottage near San Diego, in Solana
   Beach, Calif., where he found that hundreds of software programs and
   files had been taken electronically from his powerful work station.
   This was no random ransacking: the information would be useful to
   anyone interested in breaching the security of computer networks or
   cellular phone systems.
   
   Taunting messages for Shimomura were also left in a computer-altered
   voice on the Supercomputer Center's voice-mail system.
   
   Almost immediately, Shimomura made two decisions. He was going to
   track down the intruders. And Lake Tahoe would have to wait awhile
   this year.
   
   The Christmas attack exploited a flaw in the Internet's design by
   fooling a target computer into believing that a message was coming
   from a trusted source.
   
   By masquerading as a familiar computer, an attacker can gain access to
   protected computer resources and seize control of an otherwise
   well-defended system. In this case, the attack had been started from a
   commandeered computer at Loyola University of Chicago.
   
   Though the vandal was deft enough to gain control of Shimomura's
   computers, he, she or they had made a clumsy error. One of Shimomura's
   machines routinely mailed a copy of several record-keeping files to a
   safe computer elsewhere on the network -- a fact that the intruder did
   not notice.
   
   That led to an automatic warning to employees of the San Diego
   Supercomputer Center that an attack was under way. This allowed the
   center's staff to throw the burglar off the system, and it later
   allowed Shimomura to reconstruct the attack.
   
   In computer-security circles, Shimomura is a respected voice. Over the
   years, software security tools that he has designed have made him a
   valuable consultant not only to corporations, but also to the FBI, the
   Air Force and the National Security Agency.
   
   
   
   WATCHING AN ATTACK FROM A BACK ROOM
   
   
   
   The first significant break in the case came on Jan. 28, after Bruce
   Koball, a computer programmer in Berkeley, Calif., read a newspaper
   account detailing the attack on Shimomura's computer.
   
   The day before, Koball had received a puzzling message from the
   managers of a commercial on-line service called the Well, in
   Sausalito. Koball is an organizer for a public-policy group called
   Computers, Freedom and Privacy, and the Well officials told him that
   the group's directory of network files was taking up millions of bytes
   of storage space, far more than the group was authorized to use.
   
   That struck him as odd, because the group had made only minimal use of
   the Well. But as he checked the group's directory on the Well, he
   quickly realized that someone had broken in and filled it with
   Shimomuru's stolen files.
   
   Well officials eventually called in Shimomura, who recruited a
   colleague from the Supercomputer Center, Andrew Gross, and an
   independent computer consultant, Julia Menapace.
   
   Hidden in a back room at the Well's headquarters in an office building
   near the Sausalito waterfront, the three experts set up a temporary
   headquarters, attaching three laptop computers to the Well's internal
   computer network.
   
   Once Shimomura had established his monitoring system, the team had an
   immediate advantage: it could watch the intruder unnoticed.
   
   Though the identity of the attacker or attackers was unknown, within
   days a profile emerged that seemed increasingly to fit a well-known
   computer outlaw: Kevin D. Mitnick, who had been convicted in 1989 of
   stealing software from Digital Equipment Corp.
   
   Among the programs found at the Well and at stashes elsewhere on the
   Internet was the software that controls the operations of cellular
   telephones made by Motorola, NEC, Nokia, Novatel, Oki, Qualcomm and
   other manufacturers. That would be consistent with the kind of
   information of interest to Mitnick, who had first made his reputation
   by hacking into telephone networks.
   
   And the burglar operated with Mitnick's trademark derring-do. One
   night, as the investigators watched electronically, the intruder broke
   into the computer designed to protect Motorola Corp.'s internal
   network from outside attack.
   
   But one brazen act helped investigators. Shimomura's team, aided by
   Mark Seiden, an expert in computer fire walls, discovered that someone
   had obtained a copy of the credit-card numbers for 20,000 members of
   Netcom Communications Inc., a service based in San Jose that provides
   Internet access.
   
   To get a closer look, the team moved its operation last Thursday to
   Netcom's network operation center in San Jose.
   
   Netcom's center proved to be a much better vantage point for watching
   the intruder. To let its customers connect their computer modems to
   its network with only a local telephone call, Netcom provides dozens
   of computer dial-in lines in cities across the country.
   
   Hacking into the long-distance network, the intruder was connecting a
   computer to various dial-in sites to elude detection. Still, every
   time the intruder would connect to the Netcom system, Shimomura was
   able to capture the computer keystrokes.
   
   Late last week, FBI surveillance agents in Los Angeles were almost
   certain that the intruder was operating somewhere in Colorado. Yet
   calls were also coming into the system from Minneapolis and Raleigh.
   
   The big break came late last Saturday night in San Jose, as Shimomura
   and Gross, red-eyed from a 36-hour monitoring session, were eating
   pizza. Subpoenas issued by Kent Walker, the U.S. assistant attorney
   general in San Francisco, had begun to yield results from telephone
   company calling records.
   
   And now came data from Walker showing that telephone calls had been
   placed to Netcom's dial-in phone bank in Raleigh through a cellular
   telephone modem.
   
   The calls were moving through a local switching office operated by GTE
   Corp. But GTE's records showed that the calls had looped through a
   nearby cellular phone switch operated by Sprint.
   
   Because of someone's clever manipulation of the network software, the
   GTE switch thought that the call had come from the Sprint switch, and
   the Sprint switch thought that the call had come from GTE. Neither
   company had a record identifying the cellular phone.
   
   When Shimomura called the number in Raleigh, he could hear it looping
   around endlessly with a "clunk, clunk" sound. He called a Sprint
   technician in Raleigh and spent five hours comparing Sprint's calling
   records with the Netcom log-ins. It was nearly dawn in San Jose when
   they determined that the cellular phone calls were being placed from
   near the Raleigh-Durham International Airport.
   
   By 1 a.m. Monday, Shimomura was riding around Raleigh with a second
   Sprint technician, who drove his own car so as not to attract
   attention. From the passenger seat, Shimomura held a
   cellular-frequency direction-finding antenna and watched a
   signal-strength meter display its readings on a laptop computer
   screen. Within 30 minutes the two had narrowed the site to the Players
   Court apartment complex in Duraleigh Hills, three miles from the
   airport.
   
   At that point, it was time for law-enforcement officials to take over.
   At 10 p.m. Monday, an FBI surveillance team arrived from Quantico, Va.
   
   In order to obtain a search warrant it was necessary to determine a
   precise apartment address. And although Shimomura had found the
   apartment complex, pinning down the apartment was difficult because
   the cellular signals were creating a radio echo from an adjacent
   building. The FBI team set off with its own gear, driven by the Sprint
   technician, who this time was using his family van.
   
   On Tuesday evening, the agents had an address -- Apartment 202 -- and
   at 8:30 p.m. a federal judge in Raleigh issued the warrant from his
   home. At 2 a.m. Wednesday, while a cold rain fell in Raleigh, FBI
   agents knocked on the door of Apartment 202.
   
   It took Mitnick more than five minutes to open it. When he did, he
   said he was on the phone with his lawyer. But when an agent took the
   receiver, the line went dead.
   
   
     _________________________________________________________________
   
    Aleph One / aleph1@underground.org
    
   Last modified Feb 24, 1995.
===================================================================


		 ALGUNS TERMOS IMPORTANTES DO JARGON:
		 ====================================

:brute force: adj. Describes a primitive programming style, one in
   which the programmer relies on the computer's processing power
   instead of using his or her own intelligence to simplify the
   problem, often ignoring problems of scale and applying naive
   methods suited to small problems directly to large ones.  The term
   can also be used in reference to programming style: brute-force
   programs are written in a heavyhanded, tedious way, full of
   repetition and devoid of any elegance or useful abstraction (see
   also {brute force and ignorance}).

   The {canonical} example of a brute-force algorithm is associated
   with the `traveling salesman problem' (TSP), a classical
   {NP-}hard problem: Suppose a person is in, say, Boston, and
   wishes to drive to N other cities.  In what order should the
   cities be visited in order to minimize the distance travelled?  The
   brute-force method is to simply generate all possible routes and
   compare the distances; while guaranteed to work and simple to
   implement, this algorithm is clearly very stupid in that it
   considers even obviously absurd routes (like going from Boston to
   Houston via San Francisco and New York, in that order).  For very
   small N it works well, but it rapidly becomes absurdly
   inefficient when N increases (for N = 15, there are
   already 1,307,674,368,000 possible routes to consider, and for
   N = 1000 --- well, see {bignum}).  Sometimes,
   unfortunately, there is no better general solution than brute
   force.  See also {NP-}.

   A more simple-minded example of brute-force programming is finding
   the smallest number in a large list by first using an existing
   program to sort the list in ascending order, and then picking the
   first number off the front.

   Whether brute-force programming should actually be considered
   stupid or not depends on the context; if the problem is not
   terribly big, the extra CPU time spent on a brute-force solution
   may cost less than the programmer time it would take to develop a
   more `intelligent' algorithm.  Additionally, a more intelligent
   algorithm may imply more long-term complexity cost and bug-chasing
   than are justified by the speed improvement.

   Ken Thompson, co-inventor of UNIX, is reported to have uttered the
   epigram "When in doubt, use brute force".  He probably intended
   this as a {ha ha only serious}, but the original UNIX kernel's
   preference for simple, robust, and portable algorithms over
   {brittle} `smart' ones does seem to have been a significant
   factor in the success of that OS.  Like so many other tradeoffs in
   software design, the choice between brute force and complex,
   finely-tuned cleverness is often a difficult one that requires both
   engineering savvy and delicate esthetic judgment.

:crack root: v. To defeat the security system of a UNIX machine and
   gain {root} privileges thereby; see {cracking}.


			 BIBLIOGRAFIA
			 ============

Algumas partes em ingles mencionadas aqui vieram direto do 
The on-line hacker Jargon File, version 3.0.0, 27 JUL 1993".)

Me referenciei muito tambem no "Hacker Crackdown" do Bruce Sterling, que
esta' disponivel gratuitamente on-line no ftp site ftp.eff.org no
subdiretorio pub/Publications/Bruce_Sterling

A parte da legislacao veio de um arquivo de CDROM contendo softwares
brasileiros. Infelizmente esqueci o nome do dito. Sei que tem BBSes 
que tem o mesmo. O arquivo original tinha mais de 200 kbytes e englo-
ba muita outras coisas.

A parte do Press Release veio do artigo sundevil

Disponivel no ftp.eff.org no
subdiretorio pub/Publications/CuD/Papers

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{}                      ** SPECIAL EDITION **                         {}
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